CIÊNCIA
Cientistas descobrem segredos da memória!

Tem gente que lembra a cor da meia que estava usando no casamento da prima da concunhada, há cinco anos. E tem gente que só falta esquecer o próprio nome. Como é que pode? Ninguém sabe direito, mas tem um montão de cientistas quebrando a cabeça para descobrir o modo como nossa memória funciona.

E olha que eles descobrem mesmo: uma turma de médicos da Califórnia fez um estudo para identificar qual parte do nosso cérebro é responsável pela associação de um rosto a um nome. Pode parecer meio bobo, mas conseguir "ligar o nome à pessoa" é um processo bem importante na nossa memória - e um dos primeiros que vai para o beleléu quando a gente começa a ficar velhinho.

Pois então, esse pessoal descobriu que, quando a gente conhece alguém, a "mistura" do nome com o rosto da pessoa acontece primeiro em uma área cerebral chamada "amom". Depois, essas informações passam para uma outra área, chamada "subiculum", e ficam lá guardadinhas, para quando a gente precisar usar de novo! Ou seja, se alguém não consegue lembrar o nome de um conhecido, o problema deve estar no "amon" ou no "subiculum".

Essas duas áreas ficam no hipocampo, que é como se fosse o "bairro da memória" no nosso cérebro. Se o hipocampo não funciona bem, a memória também não vai trabalhar direito.

Uma outra pesquisa, feita por um grupo de americanos do Instituto Nacional de Saúde Mental, acabou de descobrir uma coisa importante sobre o hipocampo: para funcionar bem, ele precisa de uma proteína chamada BDNF. Só que muita gente não consegue produzir BDNF suficiente. Resultado: a memória acaba ficando meio fraquinha. O mais incrível é que esse pessoal descobriu que mais ou menos 20% das pessoas têm esse problema. É um bocado de gente, não?

Mas, quando você "esquecer" de fazer a lição de casa, não vale tentar convencer a professora de que seu organismo não produz BDNF suficiente, hein? :-)

 



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