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Acredite se quiser, mas na última quarta-feira (dia 16 de janeiro de 2002), dois asteróides passaram pertinho do nosso planeta! Um deles, o 7341 1991 VK, media entre 1 e 3 quilômetros, mas passou longe de nós: a 11 milhões de quilômetros do planeta, o que seria aproximadamente 24 vezes a distância entre a Terra e a Lua. O outro, que recebeu o nome de 2002 AO11, foi bem mais abusado: estava a 4,8 milhões de quilômetros, mas era menor (tinha apenas 75 metros e não oferecia grandes riscos, disseram os cientistas). Os dois asteróides foram classificados como NEOs. "Tá, e o que é isso?" NEO seria, em português, o mesmo que Objetos Próximos à Terra. "E o asteróide que teria dado fim aos pobres dinossauros? Era um NEO?" Não, um "dino-cientista" naquela época iria classificar o tal objeto como PHA (Asteróides Potencialmente Perigosos). Para que um dia não sejamos pegos de surpresa por um asteróide assassino, a NASA (a agência espacial americana) criou um projeto nessa área que chama-se Near Earth Asteroid Tracking (Localizando Asteróides Próximos à Terra). Os cientistas do programa procuram por objetos que medem um quilômetro ou mais, e que podem colidir com o nosso planeta. O asteróide que teria exterminado os dinos há 65 milhões de anos (a teoria mais aceita no meio científico), media cerca de 5 quilômetros. "Não enrole e conte logo o que o projeto da NASA encontrou!" Pois é, existe no espaço pelo menos um asteróide nessa categoria: o 2001 OG108, que mede mais ou menos 11 quilômetros! Mas não precisa entrar em pânico! Segundo os cientistas, o asteróide gigantesco não deve colidir com a Terra... Tomara! |
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