HISTÓRIA
E a guerra começou...

O mundo inteiro protestou, milhões de pessoas sairam às ruas para dizer que não queriam guerra, não senhor, que o negócio era manter a paz, mas o presidente George W. Bush bateu o pé e conseguiu: no dia 20 de março, os Estados Unidos começaram a guerra contra o Iraque.

A gente está cansado de saber que guerra é uma bela droga, e que não existe guerra "boa", mas essa de agora parece que é ainda pior do que as outras. Por quê? Primeiro, porque os Estados Unidos não conseguiram inventar nenhuma "desculpa" razoável para começar o conflito. Essa conversa de que o Saddam Hussein tem um monte de armas químicas escondidas não convenceu ninguém, já que nenhuma prova da existência das tais armas foi encontrada. E é muito feio a gente ir acusando os outros sem ter provas, né? Especialmente se a "acusação" vem na forma de uma chuva de bombas e mísseis na cabeça de gente inocente!

Segundo, porque, para começar a guerra, o governo americano passou por cima de uma decisão da ONU. E as decisões da ONU são coisas sérias, porque refletem o desejo da maioria dos países. Só para você ter uma idéia, dos 193 países que fazem parte do Conselho de Segurança da ONU (que é quem decide se uma guerra deve ou não acontecer), 163 foram contra a invasão do Iraque! E desses 30 países que ficaram do lado dos americanos, muitos nem foram realmente a favor da guerra, e só votaram a favor porque dependem economicamente dos Estados Unidos. Na prática, quem está fazendo a guerra são só os americanos e os ingleses, com algum apoio da Espanha e da Austrália.

E o pior de tudo é que parece que o conflito não vai acabar tão cedo. Quando a guerra começou, todo mundo apostava que ela seria bem rápida, afinal os Estados Unidos são muito mais ricos e tem muito mais armas do que o Iraque. Mas agora a coisa mudou de figura: o presidente Bush já fez até um discurso reconhecendo que a guerra ainda está longe do fim.

Por um lado, é até bom que os americanos percebam que eles não são tão poderosos quanto pensam, e que tomar conta do país alheio não é tão fácil assim. Mas por outro lado... a demora da guerra significa mais sofrimento para o povo iraquiano que, no final das contas, é quem paga o pato.



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