MEIO AMBIENTE
Fruta sim, injustiça, não!

Você arruma seu quarto to-di-nho, faz a lição de casa e, de quebra, ainda ajuda sua mãe a enxugar a louça do jantar. Em troca, ela te dá um pedaço de bolo. Aí vem o seu irmão, faz a mesma coisa e ganha de recompensa...uma bicicleta! Poxa, você vai pensar, qualquer pessoa pode ver que isso não é nada justo! E não é só qualquer pessoa que percebe esse tipo de injustiça! Qualquer macaco-prego também sabe direitinho quando o pagamento por um trabalho é justo ou não.

Quem descobriu isso foram dois pesquisadores, a Sarah Brosnan, dos Estados Unidos, e o Frans de Waal, da Holanda. Eles fizeram uma experiência com cinco "macacas-pregas" e notaram que elas não só recusavam uma recompensa injusta como ainda ficavam danadas da vida com a injustiça!

Nessa tal experiência, duas macacas de cada vez tinham que trocar uma pedrinha por um prêmio. A primeira entregava a pedrinha ao pesquisador e ganhava um pedaço de pepino. Legal, devia pensar ela com seus neurônios "macacais". Só que, quando chegava a vez da segunda macaca trocar a pedrinha, ela ganhava de recompensa uma uva. Acontece que, para o paladar dos macacos (e para o da maioria das pessoas também!), uma uva é mil vezes mais gostosa do que um pepino! Resultado: quando percebia que sua amiga tinha recebido um pagamento melhor pelo mesmo "trabalho", a primeira macaca simplesmente atirava o pepino fora! Espertinha, não?

Conclusão: até no reino animal a injustiça deixa qualquer um revoltado!



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