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Pois é: os bichinhos peludos que correm pela casa de muita gente nem sempre foram tão fofoletes e inofensivos assim. O esqueleto do bichão tinha sido encontrado há três anos, e - finalmente - um grupo de cientistas alemães descobriu de quem era ossada: do maior roedor do mundo. Se o bicho existisse hoje... coitado de quem desafiasse o dentuço! O Phoberomys pattersoni, que viveu na Venezuela há 8 milhões de anos, tinha uma cauda comprida, corpo gorducho e dentões que não paravam nunca de crescer. Ele media 3 metros de comprimento, 1,3 metro de altura e pesava 700 kg. Beeem maior que a sua prima atual, a capivara, que pesa no máximo uns cinquenta quilinhos. E o "poberômio" vivia do mesmo jeito que a prima: andando pelos rios, comendo algas e... assustando os crocodilos (até o dono da maior mordida devia ter medo dele!); só que a capivara deve assustar só umas lagartixas... O roedorzão não existe mais por aqui (ou se você vir algum, avise a gente!). E os cientistas têm um palpite para explicar a extinção dele: o tamanho. É que a grande estratégia dos roedores para fugir dos predadores é sair correndo e se esconder em algum lugar. Mas a maioria dos roedores são pequenininhos, como o porquinho-da-índia. Daí não dá para imaginar o poberômio, com esse tamanho todo, tentando se esconder atrás de um arbusto, não é? E o coitado nem corria direito, ainda por cima. Por isso... ficou para a história. |
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