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O nome do herói é Célio Lopes Silva, e ele é um pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A diferença da vacina que Célio desenvolveu e da BCG, que já existia, é que a vacina dele é gênica. Isto quer dizer que ela é produzida a partir de DNA (o código genético). No caso de Célio, do DNA do bacilo
Mycobacterum tuberculosis,
causador da doença. A vacina BCG se produz a partir da injeção
de bactérias "mais fracas" no corpo. Isso estimula o seu sistema
imunológico (de defesa) a produzir anticorpos, células
que vão defendê-lo das doenças. Célio e seu grupo vêm pesquisando esta vacina há quase dez anos, e os testes com camundongos têm sido muito animadores. O tempo de tratamento da doença pode cair de seis para dois meses. Além disso, a vacina não só previne a doença, como também cura os camundongos que já estão infectados. Uma maravilha, se a gente for considerar que quase 32% da população mundial está infectada com o bacilo da tuberculose, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, são 40 milhões de pessoas infectadas! As pesquisas de Célio e seu grupo podem ajudar a fazer a tuberculose sumir do mapa em três anos! |
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