TECNOLOGIA
Que raio de pirâmide é essa?

Teotihuacan um dia foi uma cidade muito poderosa do México, mas hoje é um amontoado de ruínas que ninguém entende. Tudo é um mistério: quem construiu? Quem é que morava lá? Qual era o verdadeiro nome da cidade? (é que aquele "nomão" foi o apelido dado pelos Astecas quando chegaram por lá, muitos tempo depois) E... ninguém sabe. Mas os arqueólogos acreditam que a resposta está mais embaixo... embaixo mesmo: enterrada nos subterrâneos da cidade.

Nas civilizações antigas, os reis não podiam ser enterrados em qualquer lugar, não! Eles tinham um cemitério especial, só para a turma da realeza: as câmeras reais, que ficavam num lugar supersecreto (pra nenhum cachorrinho inventar de mexer nos ossos reais, né?). Essas câmaras normalmente eram construídas embaixo de pirâmides, em grandes túneis feitos só pra isso.

Brrr... essa história dá calafrios! Se deu pra ficar com um pouquinho de medo só de pensar, imagine então como deve ser para quem decide explorar essas tumbas sinistras! Como as câmaras são supersecretas, não dá nem pra saber onde começar a escavar, e muito menos onde é que vão parar os túneis - deve dar medo de cruzar, de repente, com uma múmia mexicana!

"Ah! Se eu tivesse um mapa..." Foi o que pensou o Arturo Menchaca, um físico mexicano. Daí, ele resolveu usar uma tecnologia muito diferente para explorar essas catacumbas mórbidas: raios cósmicos. Mas que raio é esse? Assim como o sol (que é só uma estrelinha bem mixuruca) emite raios de luz, outros corpos do universo emitem também raios feitos de uma energia invisível, que só dá para "ver" com aparelhos especiais. Esses são os tais raios cósmicos (que vêm do cosmos, sacou?).

Quando os raios chegam por aqui, jogam um monte de particulazinhas por toda a Terra: os múons. Como são muito, muito, muito (muito mesmo!) pequenos, eles atravessam quase tudo: paredes, caminhões... Agora mesmo pode ter um monte de múons passando pela sua cabeça! Só que cada vez que a turma de múons passa por alguma parede, alguns deles ficam para trás. E essa é a grande sacada da história!

Quanto mais paredes, menos múons. Então, contando o número de múons, dá pra saber por quantas paredes eles passaram, certo? E assim a gente chega, finalmente, na idéia do físico Arturo: um medidor de múons. O aparelho, que mais parece uma caixona de metal, vai ser colocado num túnel embaixo da cidade. Durante um ano, ele vai ficar contando o número de partículas que chegam. Depois de milhões de milhares de múons, o aparelho, que por sinal é espertíssimo, vai fazer um mapa dos subterrâneos piramidais... em 3D! Assim não tem nem como se perder, não é?

Com toda essa mordomia, até os cientistas mais medrosos vão poder explorar as ruínas sossegados... E logo, logo vai ter um monte de gente dando uma de Indiana Jones lá no México!



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