TECNOLOGIA
Que tal um abração transatlântico?


Boston, Estados Unidos: segunda-feira de manhã, um cientista chega no laboratório. Londes, Inglaterra: dez minutos depois, um outro cientista chega. Os dois se cumprimentam, apertam as mãos e...espera aí! Tem alguma coisa errada nessa história! Os EUA e a Inglaterra ficam separados por mais de 4 mil quilômetros, e entre eles tem um oceano inteiro (o Atlântico)! É claro que os cientistas não poderiam ter apertado as mãos de verdade...ou poderiam? Se eles estivessem usando uma engenhoca chamada Phanton, poderiam sim, senhor!

Esse aparelhinho quase mágico torna possível que duas pessoa separadas por milhares de quilômetros possam se tocar, ou tocar objetos! Ele foi desenvolvido por duas equipes de cientistas: uma dos EUA e a outra, da Inglaterra.

Mas...como funciona o tal do Phanton? Será que ele é um braço muuuito comprido, mesmo? Bom, tem mesmo um braço na história, mas ele não é comprido, não: é um braço robótico, que fica ligado a um computador. E, em uma das pontas dele, tem uma caneta gorducha, que é a parte mais importante do Phanton. É através dela que a gente consegue sentir o que está do outro lado do oceano.

Reparou que o verbo usado aqui foi "sentir", e não "mover"? É que a parte mais legal dessa invenção é justamente essa: com o Phanton, dá para sentir de verdade a coisa em que gente está "pegando"! Se o cientista lá de Londres quisesse pregar uma peça no amigo americano, e colocasse uma lesma gosmenta do outro lado do Phanton, o cientista dos EUA ia sentir que estava tocando em uma coisa bem mole - e provavelmente teria muito nojo. Eca!

O único probleminha que as duas turmas de pesquisadores estão tendo é com o relógio: como as informações do Phanton são passadas pela internet, às vezes rola um certo atraso. E esse atraso atrapalha bastante. Para que dê tudo certo nas operações "phantômicas", o tempo máximo de diferença que pode existir entre um lado e outro da experiência é de...130 milésimos de segundo!

Mas, como esse pessoal que gosta de ciências é muito danado, rapidinho eles devem solucionar esse problema. E quem sabe, em alguns anos, não dê para abraçar de verdade aqueles amigos que moram bem longe?



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